Bem Vindo à Sete Print
Dinheiro extra com cartucho vazio
“Costumo pagar de R$
Mas não é todo cartucho que pode ser reaproveitado. Devaney Franzato Junior, por exemplo, tentou vender 36 deles para a empresa de Flávio, mas não conseguiu. “Eles já foram remanufaturados e não poderão ser utilizados de novo”, lamenta. Se tivesse conseguido vender o material vazio, ganharia R$ 540. Já Flávio, revenderia os produtos reciclados e prontos para o uso dos consumidores por R$ 1.440. “Um cartucho pode ser remanufaturado, em média, três vezes. Já no caso de recarga, o tempo de vida sobe para dez vezes”, afirma Flávio. Há dois processos de recuperação dos cartuchos de impressoras: a recarga e a reciclagem. “Na recarga, apenas colocamos tinta de novo. Já na reciclagem, não. Trocamos as peças necessárias, embalamos, colocamos na caixa e damos nova garantia”, diz ele.
Pernambuco
explica que, quanto menos se paga pelo cartucho, menor é a
qualidade dele. A economia pode chegar a 60%. “É preciso ter
cuidado e avaliar a empresa que vende o produto. Um cartucho ou
toner de qualidade ruim pode não só prejudicar a impressão
como também provocar problemas técnicos no computador do
consumidor”, alerta. O especialista recomenda alguns cuidados
na hora da compra: pedir a nota fiscal, checar se a empresa
recolhe impostos e se testa os cartuchos antes de vendê-lo, além
de exigir garantia do material comprado.
Segundo
Pernambuco, 50% das compras de cartuchos reciclados são feitas
por pessoas físicas. Já no caso dos toners, 95% do consumo é
feito por empresas. No ano passado, por exemplo, o Banco do
Brasil conseguiu economizar cerca de R$ 41,7 milhões ao
recondicionar 52,8 mil cartuchos e toners das impressoras. Só
até maio deste ano, a economia do BB chega a R$ 18 milhões. Se
o banco voltasse a comprar cartuchos novos, os gastos subiram
para R$ 23,4 milhões, em vez dos R$ 5,4 milhões.
Matéria publicada no Diário de São Paulo em 11/07/2004 - "Dinheiro Extra com cartuchos vazios" por Flávia Mangini